Primeiros Cuidados com o Recém-Nascido – Parte 2: Amamentação, Visitas e Sinais de Alerta

Na segunda parte sobre os cuidados com o recém-nascido, vamos abordar temas que também geram muitas dúvidas: alimentação, visitas e quando é hora de procurar o pediatra.

1. Amamentação

O leite materno é o alimento ideal e exclusivo até os 6 meses (não está indicado dar
água, chá nenhum nem outro líquido ou alimento sólido nesse período).

● A livre demanda (oferecer o peito sempre que o bebê quiser) é importante para o bebê
ganhar peso e a produção de leite se ajustar. Mas conforme o bebê vai crescendo
podem ir ajustando horários e um ritmo para as mamadas e criar uma rotina. Não existe
um único jeito de conduzir a amamentação nesse início, mas uma boa rede de apoio e
ajuda de uma consultora de amamentação são incríveis para aumentar as taxas de
sucesso nessa jornada.

Algumas mamadas podem ser longas, outras curtinhas — cada bebê tem seu ritmo e
isso também costuma ir ajustando conforme eles vão crescendo. O importante é
acompanhar esse início com pediatra para checagem de peso e avaliar se xixi
abundante e fezes dentro do esperado.

● Fórmulas de leite de vaca podem ser indicadas em casos individuais quando realmente
necessário, converse com o pediatra.

2. Visitas e contato com outras pessoas

Nos primeiros dias, o ideal é restringir visitas. O sistema imunológico do bebê ainda está
em desenvolvimento. Costumo dizer que nos 3 primeiros meses que ainda não
receberam as primeiras vacinas e qualquer febrinha pode ser mais preocupante, visitas
só de família / pessoas mais próximas! A maioria das visitas pode esperar esses
primeiros 3 meses 😉

Passeios com bebê podem ser feitos desde os primeiros dias, evitando horário de muito sol (10-16) e preferindo locais abertos e arejados, sem aglomerações.

● Quem for visitar precisa estar saudável, lavar as mãos, não usar perfumes fortes e pegar o bebê apenas se a família assim quiser/oferecer.

● Se oferecer para ajudar com uma louça, uma comidinha, segurar o bebê para os cuidadores tomarem um banho ou descansarem é uma boa pedida.

● Guardar os palpites e se mostrar solícito costuma ser muito bem vindo 😊.

 

3. Sinais de alerta que merecem atenção

● Febre (temperatura acima de 37,8ºC) em recém-nascidos é sempre motivo de avaliação
médica imediata.

Choro inconsolável, dificuldade para mamar, pele muito amarelada, vômitos em jato ou sonolência excessiva também merecem atenção.

● Nunca hesite em procurar o pediatra se tiver dúvidas ou sentir que algo não está bem, mas quando possível prefira passar com pediatra que já faz o seguimento de rotina. E claro, se algum dos sinais de alerta descritos, procure o pronto atendimento mais próximo.

 

4. Acompanhamento pediátrico

● As consultas regulares com o pediatra são fundamentais para acompanhar o crescimento, o desenvolvimento e manter as vacinas em dia. No primeiro ano de vida uma rotina de seguimento mensal é o que eu costumo indicar para os meus pacientes 😊.

Cuidar de um recém-nascido pode parecer desafiador no início, mas com apoio e informação, tudo vai se encaixando. E lembre-se: cada bebê é único, e dúvidas fazem parte da jornada. O pediatra está ali para orientar e acolher nesse processo.

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